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A Polícia Civil de Botucatu ainda não
localizou o suspeito de estuprar uma jovem de 21 anos no dia 19 de
fevereiro, na Fazenda Experimental Lageado.
Jedielson de Castro, de 22 anos,
conhecido como Jê, segue foragido e tem contra ele o pedido de prisão
temporária. O rapaz abordou a vítima na principal avenida do câmpus da
Unesp, e depois, a arrastou por uma estrada de terra até um matagal
perto do rio que corta a propriedade, onde cometeu o estupro.
Nesta segunda-feira (02), a jovem
concedeu entrevista ao repórter Cleber Novelli, da TV Record Paulista, e
pela primeira vez depois do crime, falou sobre a agonia e momentos de
terror que viveu nas mãos do marginal. “Com uma faca no pescoço, não tem
muito o que fazer a não ser pedir para viver. Ele me torturou o tempo
todo, eu implorei para que ele não me matasse. Eu nunca vou esquecer o
cheiro, a maldade que ele fez comigo”, disse durante entrevista.
A vítima afirmou estar ainda muito
assustada, e por isso, preferiu não mostrar o rosto. Ela também declarou
que espera pela prisão de Jedielson. “Superar o trauma eu não sei.
Talvez eu consiga um dia, mas passar por isso é uma coisa inexplicável,
não tem como distinguir a raiva, o ódio, a revolta e até o medo. Eu
quero que a Justiça seja feita, talvez assim eu volte a ter um pouco de
paz na vida”, comentou a jovem ao repórter.
O pai da garota também falou sobre o
caso. Sem se identificar, o homem relatou na entrevista à Record
Paulista que estava no trabalho quando soube do que tinha acontecido e
encontrou a filha já no Hospital das Clínicas de Botucatu. “A hora que
entrei na sala ela já estava chorando, e eu chorei também. Passa um
milhão de coisas na cabeça, mas a primeira reação foi chorar e agradecer
a Deus por ela estar viva porque ela poderia ter morrido nas mãos desse
cara”, desabafou.
Do Agência 14 News.
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